As exportações de veículos atingiram 293,4 mil unidades no acumulado de janeiro a setembro, um crescimento de 12,3% em relação as 261,3 mil embarcadas no mesmo período do ano passado. A receita relativa a automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus atingiu US$ 6 bilhões 637 milhões no ano, com leve queda de 1,7% no comparativo com os primeiros nove meses de 2014.

O pior desempenho externo verifica-se no segmento de máquinas agrícolas e rodoviárias, que em volume caiu 26,2%, para 7,8 mil unidades, e em receita teve decréscimo de 39,1%, para US$ 1 bilhão 318 milhões. Com isso o total exportado pelo setor ficou em US$ 7 bilhões 956 milhões, 10,8% a menos do que os US$ 8,9 bilhões obtidos de janeiro a setembro do ano passado.
Apesar da receita ainda ter desempenho negativo no ano, o presidente da Anfavea, Luiz Moan, disse na terça-feira, 6, que acordos bilaterais já firmados e outros em andamento devem favorecer melhorias nas exportações do setor. Segundo ele, as vendas de automóveis e comerciais leves para o México cresceram 49% este ano e as embarcadas para o Chile tiveram alta de 66%. Em caminhões, os acréscimos foram de 144% para o México, 43% para a África do Sul, 18% para o Chile e 15% para a Argentina.

“Estamos evoluindo”, afirmou o presidente da Anfavea. “Começamos o ano com queda de 25% no comparativo anual e mês a mês esse índice vem caindo.”
O setor exportou em setembro 33,5 mil veículos, uma pequena queda de 3,2% em relação a agosto, mas crescimento de 28,7% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Já em máquinas agrícolas e rodoviárias, com exportação de 893 unidades em setembro, houve alta de 24% sobre o mês anterior e queda de 35% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Acordos bilaterais – Questionado sobre o recém-fechado acordo Transpacífico, que envolve Estados Unidos, Japão e dez outras economias da bacia do Pacífico, Moan reconheceu que todo acerto do qual o País não faz parte gera uma desvantagem competitiva. Ressalvou, no entanto, que o Brasil não está parado: “Em uma semana devemos ter posição do acordo bilateral com a Colômbia e também estamos negociando com o mercado europeu”.
O presidente da Anfavea acredita que dentro de no máximo trinta dias deverá ter um encontro de representantes do Mercocul com a Comunidade Europeia. “A proposta no âmbito do Mercosul já está fechada e está tudo encaminhado para buscarmos um acordo de integração das duas regiões.”
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